Competiçao entre homens e mulheres … A elite e a classe média brasileira …

Flavio Gikovate faleceu em outubro de 2016. Era medico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Era considerado um profissional que ajudava as pessoas a enxergar as possibilidades da vida. Nao deixe de ler esse interessante texto com algumas das suas reflexoes.

O CONSUMISMO DA ELITE é DESESPERO – FLAVIO GIKOVATE
algumas reflexoes …

A elite brasileira é consumista demais?


“Comecei a trabalhar em 1967, vi a chegada da pílula [anticoncepcional] e a emancipação sexual dos anos 60. Na época, achava-se que essa liberdade iria ‘adoçar’ as pessoas. ‘Faça amor, não faça guerra.’ Mas sexo e amor são coisas diferentes. É triste ver que os ideólogos daquela revolução estavam totalmente errados, porque a emancipação sexual aumentou a rivalidade entre os homens e entre as mulheres, foi criado um clima de competição, atiçou tudo que tinha de ruim no ser humano. Foi um agravador terrível do consumismo. Em países de Terceiro Mundo – e, intelectualmente, aqui é quase Quarto Mundo –, a elite só piorou nesse tempo. É uma elite medíocre, ignorante, esnobe. Na Europa e nos EUA, o exibicionismo da riqueza é muito menor. Na Europa, as pessoas consomem qualidade, não quantidade. Aqui há um comportamento subdesenvolvido e medíocre. E totalmente competitivo. As festas de casamento e de 15 anos são patéticas. A próxima festa tem de ser maior. Isso é sem fim. É sofrimento, é infelicidade. A quantidade e o volume com que as pessoas correm atrás dessas coisas é desespero.”

«As grandes transformações estão ligadas à mudança no papel da mulher. Na minha turma de faculdade, havia 78 homens e duas mulheres. Hoje, as faculdades têm em média 60% de mulheres. É porque os homens estão mais folgados e as mulheres, mais guerreiras. Mas isso vai dar numa série de desequilíbrios. Não sei se as mulheres vão gostar de sustentar os homens, nem se os homens vão gostar de ser sustentados. No ambiente de trabalho não tem problema nenhum, ao contrário, muitos empresários acham que as mulheres trabalham melhor. Mas em casa vai dar problema. Como faz para ter filho? Quem vai cuidar? Como vai terminar isso, ninguém sabe. A verificar. Mas não pense que é uma variável desprezível. A independência econômica da mulher desequilibra pra caramba o mundo.”

5609ce54-2859-5dc8-cbae-000051a1dd

 

 

 

Um comentário

  1. Entendo o porque do texto do Dr. Gikovate, vejo isto como uma característica inerente em nossa sociedade, apesar de não concordar pelo simples fato de que não consigo sentir as coisas desta forma.
    Não me sinto diferente, porque é normal ser assim, felizmente (ou não) fui casado por três vezes. Não me orgulho disto, foram circunstâncias, mas em todos os três tive uma fluência emocional pessoal equilibrada, ao menos de minha parte
    Nos dois primeiros havia uma dependência emocional por parte de Mingas companheiras, e fiz o possível para que a mesma dependência não alcançasse a parte financeira. Apesar de ser o mantenedor, eu dividia cada decisão que envolvesse dinheiro ou trabalho, posse ou propriedade, acho que isto é mais uma forma de união, do que falsa generosidade. Sempre gostei da ideia da brincadeira do rodopio, aonde dois dependiam do equilíbrio para continuar a brincadeira, jamais ouvi um pedido de dinheiro para despesas pessoais por parte delas, pelo simples fato de que o acesso aos recursos eram livres aos dois, e conversa dos com naturalidade.
    Isto já não foi tão tranquilo no terceiro relacionamento.
    Iniciado logo após um revez em minha vida, minha companheira estava numa situação melhor que a minha, mais segura, com ambos na casa dos 40 anos.
    Ela foi compreensiva no inicio, e amigos davam conselhos para que eu tivesse paciência, pois eu estava me sentindo desconfortável, mais por motivos pessoais do que práticos (eu estava saindo de uma depressão).
    Três anos se passaram e as coisas estavam equilibradas finalmente, com cada um cuidando do que é seu, situação diferente dos dois relacionamentos anteriores.
    Minha evolução financeira fora rápida e segura, o que permitiu segurança para usufruir de novos prazeres, com viajar bastante.
    Porém, senti um desconforto por parte dela em conversar sobre dinheiro. Enquanto minhas finanças eram uma caixa aberta, algumas vezes me deparava com decisões envolvendo dinheiro tomadas sem sequer um aviso. Nada comprometedor, ela tomava boas decisões com seu dinheiro, mas eu não conhecia esta característica de sigilo, e isto me deixou desconfortável.
    Tentei entender isto como uma necessidade pessoal de se resguardar, já que ela vinha de uma convivência familiar predatória, respeitei isto, mas não funcionou.
    Com o passar do tempo percebi que a relação funcionava como uma frase que ela dizia sempre em público brincando: “Meu bem, Meus bens”, e que ficou clara como um flash certa vez, quando em uma viajem, na fila de uma farmácia, ela passou as compras dela, eu passei as minhas, e eu paguei tudo.
    Istou vinha acontecendo com a administração da casa (grande e confortável), nas viagens (que foram muitas) e em diversas outras situações cotidianas.
    Percebi que a balança do acumulo de patrimônio estava pendendo desproporcionalmente a favor dela, e mesmo assim não me importei. Sentia-me tranquilo e seguro em relação ao futuro.
    Acontecimentos surgiram, alimentados pelo fato de num grupo de oito amigas de infância, ela ser a única que se casou, e pelo fato de que a personalidade imperativa dela, tal como a minha, que até então mantinha-se sob equilíbrio, começou a desintegrar-se. Vejo hoje, depois de quatro anos, que mantive meu equilíbrio, apesar de desconfortável, mas a situação de equânime direitos, deveres e obrigações não existia, pioradas por uma personalidade abusiva.
    Esta opinião foi fruto de dois anos de analise, acompanhada de um profissional que ajudou a refrear devaneios, e a entender a sequência logica de fatos e emoções.
    Tudo isto escrito acima para dizer que: não há competição somente quando os dois não competem. Basta um se esconder na modernidade de frases de efeito, e do politicamente correto, para que o tempo mostre sua verdadeira e feia face.
    Tudo é uma questão de tempo, e tempo é uma coisa que não devemos disperdiçar.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s