Lagarta ou borboleta?

Não, é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus. » Clarice Lispector

Eu tenho impressão que o «X» a mais que nos mulheres temos, traz alguns genes especiais que nos dão força e nos capacita com a tal da resiliência que nada mais é do que a capacidade de lidar com problemas, adaptar-se às mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão, sem entrar em surto e deixar a peteca cair.

E claro que antes de começarmos a administrar nossas emoções para lidarmos de maneira sensata com as situações que desequilibram nossa vida, passamos por diferentes fases para assimilarmos a nova situação até encontrarmos um novo caminho, uma solução alternativa ou nova forma de viver. O equilíbrio e a sensatez não são obtidos com um estalar de dedos.

Todas as pessoas sofrem perdas, separações, decepções, frustrações, mas as mulheres cujo os genes trazem essa capacidade especial, surpreendentemente conseguem levantar a poeira e dar a volta por cima.

Conheço algumas que enviuvaram muito cedo, outras que descobriram traições imperdoáveis, as que perderam empregos dito importantes, as abandonadas pelos filhos e as que passaram por doenças sérias, que conseguiram fazer dessas situações um grande aprendizado, sem cultivar um comportamento amargo de «oh vida! oh azar!».

Existem mulheres com histórias de superação incriveis, que conseguem se desapegar do passado e enxergar novos caminhos. Essas mulheres entendem que a vida não para depois de uma perda, desilusão ou uma doença. 

No fundo essas pessoas conseguem dar a volta por cima porque entendem que a escolha sempre será delas. Somos roteiristas de nossas vidas. Podemos transformá-la em um romance, comédia ou um drama. Cabe a nos escolher o filme que queremos atuar.

Podemos, por medo, morrermos como lagartas. Mas o mais inteligente é sairmos da agonia do casulo que nos protege e que também nos sufoca, para nos transformarmos em belas borboletas.

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